Ajude alguma instituição

Eu estava indeciso quanto ao que escrever neste post, mas a ideia sempre foi a mesma. Eu quero chamar vocês a ajudar instituições de caridade.
Muitas pessoas se perguntam “por que fazer isso?”, mas não vou argumentar muito aqui. Eu creio que o motivo mais importante seja fazer simplesmente por amor, por querer ajudar, por não gostar de ver pessoas sofrendo. Eu creio que se algum ser humano vê outro sofrendo e não sente nada, está com sérios problemas, o que está sendo bem comum atualmente.
Se você tem desejo de fazer do mundo um lugar melhor e de ser feliz, ajude os outros. Eu garanto a vocês que só há felicidade na vida quando a compartilhamos com os outros, quando ajudamos e somos ajudados pelos outros. Ser orgulhoso traz insegurança, medo e infelicidade.
Também é bom lembrar que as chances de você ter nascido extremamente pobre, com uma séria doença ou algo do tipo ainda são altas. Ou seja, aquela criança morrendo antes mesmo de aprender a falar, poderia ser você. E mesmo você vivendo uma boa vida, você vai precisar (e já precisou) da ajuda de alguém.
Por isso, deixo aqui em baixo links e curtas descrições de instituições filantrópicas. É claro que vocês podem ajudar outras instituições, mas fica aqui algumas indicações. As que mais conheço (e admiro muito) são as três últimas.

Doar 50 reais por mês não vai te falir e vai ajudar muita gente!

Seara Urbana
Recuperação e reintegração de moradores de rua em Campinas/SP.

Labor
“A Labor Educacional foi fundada em 1992, como uma instituição sem fins lucrativos, por uma equipe de educadores em busca de uma proposta pedagógica diferenciada que priorizasse a permanência na escola de crianças com histórico de fracasso escolar ou em processo de evasão. Através de parcerias e apoios técnico-financeiros de instituições governamentais e privadas, atua junto às escolas públicas, introduzindo modificações na vida escolar, em harmonia com a nova legislação brasileira (LDB, PCN, etc.), que contribuem para a solução dos principais problemas da educação.”

Missão Criança
“A proposta institucional do Missão Criança é acolher e promover socialmente crianças e adolescentes em situação de vunerabilidade social, resgatar a dignidade, possibilitar a reconstrução da cidadania e inserção na sociedade. Isso tudo em um ambiente familiar e com condições físicas necessárias para uma boa convivência e um crescimento sadio, conforme artigo 92 do Estatuto da Criança e do Adolescente.”

Bill & Melinda Gates Foundation (em Inglês)
Instituição de Bill Gates (co-fundador da Microsoft) e sua esposa, Melinda. Entre seus principais objetivos estão a saúde mundial.

Bill e esposa, Melinda Gates

One (em Inglês)
Cofundada por Bono Vox, vocalista do U2, ajuda a exterminar a pobreza extrema.

Blood: Water Mission (em Inglês)

“Superando HIV/AIDS e as crises de água na África. Juntos.”

Luta contra o HIV/AIDS e pela água limpa na África, uma coisa de extrema necessidade e pouco levada a sério. Tem um excelente jeito de se trabalhar e se relaciona muito bem com a população.

Criada pelos membros da banda Jars of Clay.

Uma sociedade cegada pelo egoísmo

Sabe aqueles programas de ajuda à crianças com câncer, à África e outros parecidos? Eles sempre me chamaram a atenção. Nossa vida é uma maravilha – por mais que neguemos – e tem gente que não tem nem uma refeição por dia, ou pior, tem gente que morre de fome. Gastamos nosso tempo e nosso dinheiro com coisas fúteis, com um gadget novo e nos esquecemos de que muitas pessoas nem têm água.

Você se choca com esse tipo de imagem? Faça algo para mudá-las.

Nossa sociedade foi cegada pelo egoísmo. O Ocidente vive um paradoxo porque cada vez que dizemos “o que importa é minha felicidade“, geramos mais sofrimento, inclusive (ou principalmente) para nós mesmos. Quando queremos apenas o nosso bem, acabamos gerando o mal para todos. Aliás, que felicidade existe no egoísmo? Quantas pessoas já fizeram mal a um colega de trabalho só para conseguir uma promoção? Isso é felicidade? E se você acha isso normal é porque já se acostumou com esse caos egoísta que é o capitalismo.

Tenho certeza que todos vocês já ouviram a frase “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você”. É uma frase de Jesus que muitos cristãos pensam ser apenas um “ditado”, mas a frase é maravilhosa. Tenha ela sempre em mente e lembre-se que você não é melhor que ninguém para se achar no direito de fazer o que quiser com quem quiser.

Quero pedir que vocês deixem de lado de vez em quando coisas não importantes, como ir jantar num restaurante caro, e ajude boas instituições. Não digo que trocar de carro ou de celular seja errado, mas afirmo, com base científica, que compulsão faz mal e tem gente que precisa muito mais do que você.

Um dia quem poderá precisar de ajuda será você. Pense nisso!

Como lidar com pessoas

Eu escolhi um tema bem complicado para tratar neste post: lidar com pessoas. Eu mesmo tenho problemas com isso às vezes e não sei uma solução perfeita para isso. Talvez nem haja, visto que cada pessoa é diferente da outra, mas eu trouxe aqui três dicas que podem ajudar a viver melhor e aprender mais com os outros.

A primeira coisa que tenho para destacar é não ache que todos pensam igual você. Se você acha que rock é a única música que presta, tudo bem, mas ninguém é obrigado a pensar assim. O que você faria se se confrontasse com alguém que odeia rock e também acha que todos são obrigados a pensar como ele? Obviamente não teria solução para esse embate. Se todos abrissem a mente, o conhecimento seria muito maior e a vida, muito melhor.

É muito importante que a gente perceba como se a pessoa está bem ou mal. Às vezes aconteceu algo ruim e aquela brincadeirinha que você faz sempre não vai dar muito certo. Perceba o humor da pessoa, saiba o que vai ser bom para ela e o que não vai.

Também é necessário que a gente ouça antes de falar. Já perceberam o quanto aquelas pessoas que falam sem te dar espaço acabam sendo chatas? Ninguém aprende falando. Ninguém entende o outro falando. Quando você fala, está falando de você. E é ouvindo que se criam laços e se constrói o conhecimento.

"E agora, José?" – A situação da Palestina

Segundo os dados, em Gaza já morreram mais de 100 pessoas e em Israel, cerca de 5. Como explicar isso? Israel é o malvado da história? Uns dizem que Israel está com a razão, outros dizem que é a Palestina. Mas o que realmente está acontecendo?

Os israelitas dizem que os mísseis lançados por eles à Gaza são só uma resposta aos mais de mil mísseis lançados pelo Hamas desde o começo do ano. “O grande número de mortes em Gaza se dá pelo fato de o Hamas utilizar a população palestina como escudo humano. O povo palestino é refém dos terroristas”, dizem eles. Mas isso levanta duas questões: por que o Hamas quer tanto destruir Israel? O que ele ganha com isso? Provavelmente o ódio aos judeus e a terra de volta.

Mahdi Abdul Hadi, acadêmico palestino, diz que a violência foi iniciada por Israel, com o assassinato de Ahmed Jabari, chefe da ala militar do Hamas, que negociou trégua entre Israel e Gaza. Para ele, o primeiro-ministro israelense quer se fortalecer para as eleições, demonstrar o potencial militar de Israel e ganhar apoio dos Estados Unidos e da Europa. Aqui vale lembrar que o último conflito se deu na eleição passada de Israel.

O Hamas se define como um movimento de resistência palestino, não reconhece o Estado de Israel e prega a criação de um Estado palestino islâmico. O movimento criou uma vasta rede de assistência social em Gaza e na Cisjordânia, criando hospitais, escolas, bibliotecas e outros serviços.
Diante disso há um grande dilema: quem está certo? Creio que Israel está errado em fazer mal a tantos civis, e em invadir o território palestino. E o Hamas – não a população palestina – está errado em ser tão extremista e anti-semitista. Mas como conciliar os dois? Israel é anti-islâmico, o Hamas é anti-semitista e a população palestina sofre por causa desse conflito. O dilema continua e então me pergunto: “E agora, José?”*

*Frase de Carlos Drummond de Andrade

 
Imagens retiradas de:

http://www.facebook.com/pals2011

Racismo: do surgimento ao combate

“O que nos parece indiscutível é que, se pretendemos a libertação dos homens, não podemos começar por aliená-los ou mantê-los alienados. A libertação autêntica, que é a humanização em processo, não é uma coisa que se deposita nos homens. Não é uma palavra a mais, oca, mitificante. É práxis, que implica a ação e a reflexão dos homens sobre o mundo para transformá-lo.” (Paulo Freire)

Definição e Surgimento

O racismo consiste em caracterizar um conjunto humano pelos atributos naturais, eles próprios associados às características intelectuais e morais que valem para cada indivíduo dependente desse conjunto e, a partir disso, pôr eventualmente em execução práticas de inferiorização” (Ricardo Festi)
“Racismo é a convicção de que existe uma relação entre as características físicas hereditárias, como a cor da pele, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais.” (Márcia Regina Argente)

O termo racismo surgiu por volta da segunda e terceira década do século XX, mas é durante o século XXI, após a Segunda Guerra Mundial que essa ideologia se consolida.
Quando de fato o racismo surgiu é difícil de se dizer, talvez ele seja algo novo, mas não temos como ter certeza.
Durante a escravidão no Brasil, os europeus (cristãos) tiveram um grande dilema: se nós somos todos criaturas de Deus, por que escravizamos os negros? A resposta dada foi: os negros são inferiores a nós, eles nasceram para ser escravos.

O racismo no Brasil tem como origens históricas: a escravidão no período colonial, marginalização dos ex-escravos, Lei da terra, política de branqueamento e imigração europeia.
Com essas origens históricas, dá para se ter em mente como ele se consolidou.

Manifestações do racismo

O racismo tem três formas de manifestação:

1- Racismo científico (negros inferiores devido à genética e posição geográfica da África);

2- Racismo institucional (racismo como problema socioeconômico);

3- Racismo cultural (negros inferiores devido à sua cultura).
O primeiro e último tópico são claramente falácias, basta estudar um pouco de biologia e cultura. O que ocorre no Brasil atualmente é, sem dúvida, o racismo institucional.
Alex Castro disse, com sarcasmo: “Oras, racismo Éum problema socioeconômico. O que mais vocês acham que o racismo é, meu deus? Um problema literário? Um problema culinário?”

Provas da existência do racismo no Brasil

“Se os negros são 40% da população do Brasil mas somente 5% dos médicos (números chutados), só existem duas explicações: ou os negros são mais burros e não conseguem se formar médicos [racismo científico], ou o Brasil é um país racista, onde toda uma estrutura, desde a saúde até o ensino, funciona no sentido de barrar seu acesso dos negros à essa (e outras) carreiras de prestígio [racismo institucional].”
“Sinceramente, se o fato da polícia parar mais negros do que brancos por já presumir que os negros tem mais chance de serem criminosos não é o maior indicador de que o Brasil é um país racista, então eu não sei o que mais pode ser.” (Alex Castro)

Alguns dados para mostrar a existência do racismo:

– Entre os 10% mais pobres da população, 65% são negros (IBGE/2007)
– Brancos ganham até 40% a mais do que negros da mesma faixa de escolaridade (IBGE/2007)
– Renda domiciliar per capita (média): Negro – R$ 417,23; Branco – R$ 950,46
– 91% dos jovens negros do estado de SP já foram abordados pela polícia (Data folha/2004)

“Não é preciso muitos dados e gráficos. Se você chega numa cadeia ou no fórum, e todos os juízes e advogados são brancos, e todos os réus são negros; se você chega num hospital, e todos os médicos são brancos, mas todos os faxineiros são negros; se você chega numa empresa e toda a diretoria é branca, mas a moça do café e o rapaz da xerox e o ascensorista são negros; então esse é um país racista.”

“O racismo brasileiro é pior que o americano justamente por ser hegemônico e, portanto, invisível. Nos EUA, o discurso da racismo era escancarado e o seu contra-discurso também. No Brasil, o racismo é tão hegemônico e naturalizado que ele nem precisa de um discurso racista para se manter. Na verdade, ele se mantém melhor por não ter esse discurso. A falta do discurso racista torna as práticas racistas invisíveis (mas não menos opressivas) e tiram a legitimidade de qualquer contra-discurso: ‘Do que você está reclamando, meu filho? Pare de criar caso… O Brasil não é racista, nunca tivemos leis segregacionais, VOCÊ é que está sendo racista de falar nisso…’” (Alex Castro)

Como combater o racismo

Ensine às crianças o respeito à diferença. Tire da sua mente o pensamento nazista e tolo de superioridade branca, de que os negros não têm capacidade para ganhar mais, para entrar em uma universidade e debata o assunto com a sua família e amigos.
Não coloque a culpa do racismo no fato de alguém ser negro, não faça o indivíduo se sentir culpado. O problema é uma construção social preconceituosa e sem nexo.

Valorize a história e cultura africanas. Elas fazem parte de nossa cultura, estude-a e incentive os outros a fazerem o mesmo.

Denuncie o racismo e apoie quem o sofreu.

Existem muitas outras formas de se combater o racismo, mas fazendo isso, já estará ajudando muito.

“Em uma sociedade racista e desigual como o Brasil, afirmar não ver raça, não ligar pra raça, que raças não existem, que isso não tem importância, ‘que besteira você se importar com isso’, etc, significa na prática tomar partido racialmente ao se aliar com a hegemonia invisível que ‘precisa’ desse tipo de negação para sobreviver e prosperar. Não existe neutralidade possível: negar raça já é uma afirmação política que te coloca em um dos lados bem definidos de uma briga antiga. Negar raça já é intrinsecamente racista.” (Alex Castro)

Há também muitas coisas para se falar sobre o racismo, mas o mais importante é saber o que é, como surgiu, como ele se manifesta, provar sua existência e saber como combatê-lo.

 

 
(Retirado de aruasetima.wordpress.com)
 
 
(O jantar, de J. Baptiste Debret)