Uma carta para se pensar

“O dia mais importante da minha vida foi aquele em que, recordando todos os meus erros, achei que  já chegara a hora de procurar uma nova maneira de ser útil ao próximo, de dar  novo rumo às minhas relações humanas. Que era que  eu  tinha  feito  senão  satisfazer os meus  desejos,  o  meu  egoísmo?  Podia  ser considerada  uma  criatura  boa  apenas porque não matava, porque não roubava, porque  não  agredia? A bondade não  deve  ser  uma  virtude  passiva. No dia em que eu achei Deus, encontrei a paz para mim e ao mesmo tempo percebi que e certa  maneira  não  haveria  paz  para  mim.  Descobri  que  a  paz  interior  só  se conquista  com  o  sacrifício  da  paz  exterior.  Era  preciso  fazer  alguma  coisa  pelos outros.  O  Mundo  está  cheio  de  sofrimento,  de  gritos  de  socorro.   Que  tinha  eu feito  até  então  para  diminuir  esse  sofrimento,  para  atender  a  esses  apelos?  Eu via  em  meu  redor  pessoas  aflitas  que,  para  se  salvarem,   esperavam  apenas  a mão que as apoiasse, nada mais que  isso. E Deus me dera duas mãos. Pensei  tudo  isso  numa  noite  de  insônia. Quando  o  dia  nasceu,  senti  que tinha nascido de novo com ele. Era uma mulher nova.” (Carta de Olívia a Eugênio; Olhai os lírios do Campo, de Érico Veríssimo)

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