O Massacre de Canudos

Por volta de 1893, no arraial de Canudos, no interior da Bahia, reuniu-se um grupo de fieis seguidores do beato Antônio Conselheiro, que pregava salvação e dias melhores para quem o seguisse. Conselheiro, assim como outros beatos e pregadores se contrapunham ao movimento católico tradicional, por isso não eram bem vistos pela Igreja Católica. Esses movimentos populares eram uma forma de contestar e lutar contra a miséria e a fome.
Em 1896 o arraial já possuía cerca de 15 mil sertanejos que viviam de modo comunitário. Sobreviviam com a criação de animais e plantações.
Tudo era dividido entre os habitantes e o que sobrava era vendido para cidades vizinhas. Dessa forma, conseguiam obter produtos não produzidos no arraial. Para se protegerem, organizaram um grupo armado. E assim, em poucos anos, o arraial de Canudos se firmou como um contestado, passando a reunir cada vez mais sertanejos que lutavam para mudar sua condição de vida fugindo da miséria e dominação dos grandes latifundiários.
O crescimento rápido da comunidade de Canudos passou a incomodar os coronéis locais e a Igreja Católica. Os latifundiários perdiam mão de obra e a Igreja perdia seus adeptos. O arraial passou a ser alvo de inúmeras críticas.
A camada mais baixa da população era (e ainda é) constituída em sua maioria pelos negros. E a comunidade de Canudos, os sertanejos, também faziam parte dessa camada. Por isso grande parte dessa comunidade era constituída de negros.
O famoso escritor Euclides da Cunha, que acompanhou o conflito armado na condição de jornalista, como correspondente de “O Estado de São Paulo”, retratou o episódio em sua obra “Os Sertões”. Nela, ele critica o massacre dos sertanejos de Canudos e retrata eles como bravos heróis que lutaram até o fim.
Canudos tem muito a ver com o Brasil atual, basta ver a exploração do sertanejo, a miséria e a fome que passam, a opressão, etc. Isso continua até hoje.
A “grande máquina”, mostra a existência de “dois brasis”, um da parte mais rica, composto pelo litoral e capitais e outro da parte mais pobre, o interior, que não tem acesso à informação. A parte mais rica é principalmente composta por europeus e descendentes deles, enquanto o povo daqui, os índios (assim como os negros, que foram criminalizados) constituíam a parte mais pobre. Outra coisa mostrada pela “grande máquina” é que a tecnologia não é a salvação do mundo, como foi visto na Segunda Guerra Mundial, que ela pode ser também a destruição do mundo.

Trabalho realizado para a disciplina de Sociologia na Etec Bento Quirino. Professor: Ricardo Festi.

Precisamos entender o que fazemos

Nós vivemos em sociedade, pensamos e temos um passado e ainda assim alunos acham desnecessário estudar Sociologia, Filosofia e História. Estudando essas disciplinas podemos entender porque a sociedade é como é, porque pensamos como pensamos e porque tudo é como é hoje. Precisamos ter uma visão crítica de tudo o que acontece à nossa volta para poder saber se aquilo é certo e no caso de acharmos que não é certo, lutarmos pelo que achamos certo. “O homem é um animal político”, dizia Aristóteles e creio que estava certo. Segundo Locke (o que mais concordo, se tratando de política), nenhum homem, por ser livre, igual e independente, pode se submeter ao poder político de alguém sem dar consentimento. Então, o único jeito de o homem renunciar sua liberdade natural e se revestir dos laços da sociedade civil é concordar com outras pessoas e formar uma sociedade. Com isso, fica claro que temos direito de lutar pelo que achamos certo.